sexta-feira, 25 de dezembro de 2009




corpos nus

vestidos de desejos

entregue ao prazer sem fim

nas noites onde nós nos amamos...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Prazer



Beija-me de mansinho
Roça teus lábios nos meus 
Quero senti-los

Passe de mansinho tua língua gostosa nos meus
Suspira de mansinho nos meus ouvidos
Quero sentir teus sussurros 

Beija cada milímetro do meu corpo
Saboreia bem 
Faz me sentir especial nos teus beijos

Beija-me
Chupa-me
Penetre-me
Faz me sentir-te


Ama me como se fosse primeira vez.

Me dá sentidos





Agarra me
Machuca me
Leva-me contigo

larga me
No além do teu sentimento
Deixa-me navegar em ti

Deixa me encontrar sentidos 
nos teus abraços
dá me razão desse calor

quero sentir aquela sensação
de ser especial
de ser toda tua

quero sentir te em mim

sábado, 19 de setembro de 2009

Meu primeiro livro de poesia


DESEJO é meu primeiro livro de poesia, lançado a 22 de Agosto no Centro Cultural Norberto Tavares em Santa Catarina. 
                                                                   
                           Prefácio
       Desejar da Poesia a Carne do Ser da Existência
"Nas poéticas de Artemisa Ferreira, encontramos um turbilhão de desejos, que acabam por enformar um conflito de sentimentos. Entre a tristeza e a alegria, encontramos o desejo de amar. Entre as certezas e as incertezas, encontramos o desejo de lutar. Entre a distância e a presença, encontramos o desejo de partir. Entre lá e cá, mora a saudade. Um sentimento que ultrapassa o simples desejo de estar com alguém ou em lugar algum, querendo, antes de mais, ser alguém ou de algum lugar. Ser no sentido de mesclar o eu com o outro para conseguir um nós; o Barlavento e o Sotavento para ter Cabo Verde; a distância e a saudade para ter a presença ausente; o país e a diáspora para ter o mundo; a existência e coexistência para ter a sociedade; a palavra e a credibilidade para ter a confiança; o eu e o ego para ter o ser; o desejo e o Verbo para ter a poetisa. Nos poemas de Artemisa Ferreira, encontramos uma louca manifestação de amor. Um amor incondicional por um país que a viu nascer; um amor pela vida; um amor ao próximo; um amor pela carne, que se traduz no seu próprio desejo. 

Da vontade de partir para correr atrás de um sonho, encontramos dez ilhas, com duas mãos. Todos unidos pelo mesmo laço: unidos pelas duas mãos que fazem do cabo-verdiano um homem trabalhador. Poeticamente, Artemisa Ferreira constrói o percurso de um cabo-verdiano em movimento constante: um ser que anda de ilhas em ilhas. Chegando à diáspora, quer construir a sua própria ilha porque, na ilha nasceu, ali cresceu e na ilha quer viver. Um povo que vive com o mar: o mar que dá o sustento da família; o mar que indica o caminho da partida; o mar que simboliza a saudade; o mar que impede que se parta; um mar de contradições. Dá peixe para alimentar o corpo, mas, possibilitando a partida, deixa saudade para atormentar a alma. Proporciona belos momentos de lazer pelas praias ao sabor de frescas águas de coco, mas também oferece cenários de dúvidas e medo, querendo saber se a partida se reencontrará num regresso. Por isso, os poemas de Artemisa Ferreira procuram captar estes contrastes do mar e do mundo em que a alma e o corpo lutam para definir uma forma de existência.
 
Na vida e no amor, da guerra entre a alma e o corpo, Artemisa Ferreira existe. O corpo se estremece num suspiro ofegante, entre dentadas no pescoço e fôlegos sufocantes. A alma suspira... não de alívios, mas de tensão. Não estando o corpo parado, a alma acompanha-o nas suas loucuras.
Na sua existência poética, Artemisa Ferreira começa a sentir que os lábios se tocam; sem pedir licença, os seus beijos são roubados; num ímpeto e sem perdão, o seu sexo é invadido; sem piedade, apodera-se do seu corpo, do seu ego, da sua alma, do seu ser. Mas, não cai num abismo. Cai, sim, num desejo profundo, que invade uma escuridão do fim do mundo para tornar húmida a noite, como as paredes do quarto.
 
Corpos estendidos em cima da cama, somando o calor e o desejo. De secos a molhados, uma batalha entre os corpos. Para além da húmida noite rasgada, os corpos sentem a necessidade de ensaiar uma dança. Ele insaciável e ela ofegante, ouve-se gemidos, sente-se desejos. Gemidos que se estendem pelo horizonte... porque são de fúria... e de paixão. Ardente.
Provocante. Uma paixão que nasceu de um olhar captado pelos olhos de lírios. O seu coração, o vento colocou no peito dele. O seu corpo, aos braços dele. O seu grito, aos ouvidos dele. E assim, Artemisa Ferreira constrói o seu DESEJO."

Silvino Lopes Évora
Investigador na Universidade do Minho

sábado, 11 de julho de 2009

Me salva


Leva o vento meu pensamento
De mansinho
Nesse horizonte

Leva-me ao teu encontro
Onde nas tuas mãos entrego-me
Deixo-me levar pelo sentimento

No meu desespero
O quero
No meu pensar
Te chamo

Deixe teus lábios me beijarem
Teus beijos me libertam
Me abraça e me salva

Entrega me teu ombro
Ele carrega meu conforto


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Meu desejo


Leva o vento meus cabelos
Leva no teu coração meu amor
Leva nos teus braços meu corpo

Me faz flutuar nas nuvens que só tu conhece
Me leva onde só tu podes
Me faz sentir como só tu me faz sentir

Deixa que o aroma dessa brisa nos aconchega 
Faz dessa distância a saudade
Faz dessa saudade a razão do que somos

Me faz sentir que sou tua
Entregas me a ti que eu cuido para mim
Me faz sentir que és meu.

Entre lágrimas e gemidos Quero que me faças ser tua
No leito do teu quarto No teu peito quero me entregar a ti
Quero sentir teu aroma e teu desejo.

Sentir teu gemido 
Sentir teu cheiro
Quero ouvir teu grito

Sentir teu desejo
Aguentar a tua fúria
Quero sentir o que não tenho respostas.

Quero ser para ti aquilo que só tu sabes
Quero ser aquilo que acolhe e fases bem
Quero ser aquilo que só para ti é especial.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Poesia e tecnologia

Esses mundos me separam
Esses mundos me dividem
Esses mundos que eu amo

Nas teclas da tecnologia
Salto à procura da poesia
Construindo mundo sem palavras

Tecnologias me separam da poesia
Deixa meu coração mergulhada 
Na programação da vida

Poesia e tecnologia dois mundos 
Que me completam

segunda-feira, 30 de março de 2009


Povos das ilhas

Povo das ilhas
Povo do mar
Das areias e dos peixes

Povo das ilhas
Povo das lindas praias
Das frescas águas do coqueiro

Povo das ilhas
Das pessoas morenas
Das pessoas de grande coração

Povo das ilhas
Acolhedoras, divertidos,
os seus lindos sorrisos 

Quem chega sente-se bem

Povo das ilhas 
Povo do além
Povo de saudades

Povo das ilhas
Povo de esperanças
Povo do horizonte
 
Povo insular

sábado, 7 de março de 2009


Teu sorriso

Não sei o que te dizer 
Nunca soube
Só sinto

Te adoro 
O quanto não sei
Só sei que és a minha razão de viver

Teu olhar
Teu gesto 
Teu sorriso                                    

Tudo que em ti existe
É uma razão do que sou
És o que sou

Tens uma magia que me encanta
E paralisa os meus gestos
Teu sorriso me encanta e faz que tudo em mim tenha sentido

A tua existência é a pura razão e a prova do meu lindo sorriso
Porque a cada dia, a cada hora que paro para pensar em mim
Sem saber sinto que estou a sorrir porque lembro me de ti

Parabéns mãe 
 te amo
te amo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Estou sem esperanças e nem faço promessas

A vida é um caminho Que existe sem existir
O mundo é uma esfera que dá sempre várias voltas na mesma órbita
Eu sou eu Sempre com mesmo sentimento Mesmo caminho.

Sentimento que te entreguei sem te dar
Vida que vive sem sentir
Caminho percorrido sem recordações

É essa minha vida
Sem esperanças sem promessas,
só com lágrimas apenas.

Esperanças que fugiram
Promessas fingidas 
Só ando para não ficar parada

Penso que vivo porque tenho que viver
A agonia não pondera,
A alegria ainda sorri no fundo.

Só existe um livro para minha vida
Uma leitura para meus passos
Um pensamento para minhas acções.

Existe várias pessoas apenas para mim
Mas não são meus
Não as tenho, não consigo as ter.

Penso as ter mas não as tenho
Sou eu apenas com minhas lágrimas.

Essa é minha vida sem esperanças nem promessas
Apenas com lágrimas.

  

Artemisa Ferreira

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Vida passada

Andamos devagar por vezes nem tanto percorremos longos e estranhos caminhos, que marcam nossas vidas…amores bem vividos, amores fingidos, amizades verdadeiras e nem tanto, paixões perversos, que ocupam nosso presente. A vida é um caminho sem curvas, segue-se sempre em frente, temos que esquecer as árvores que ficaram nas brisas. O passado é como as mensagens do ontem no telemóvel, temos que as eliminar, para que a do amanhã possa caber na memória… A minha memória já tem 99% de espaço livre. 

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sorriso
Vladimir
Deixa-te ser tomada por esta luz
Que ao encontro da felicidade te conduz
Ainda que te sintas sozinha
Acredita, porque quem vive sonha

Se com uma palavra te consigo atingir
Faz uso destas mensagens
Que em ti quero inserir
Pois se demarcam das miragens

Tu és alegria
Tua imagem é indelével
Transporta bons momentos a cada dia
Consciente de que tudo é possível
Artemisa
não me estranho que tudo possa se tornar possível
quando tuas palavras me tocam
Meu ego torna-se flexível
Tudo muda

Tento organizar meus mais puros sentimentos
Com essas palavras que me tocam
Elas tornam meu imaginário
Num ser real

Tuas mensagens rasgam em pedaços meu coração
Tornam meus pensamentos imperfeitos
Nos mais perfeitos feitios
Que me animam