segunda-feira, 5 de março de 2012

FALO



De pouca beleza, machão diz que é.
Como gelatina estremece e não anda.
 
Vadios e embriagados, meus dedos o desafia
Viajando pelo universo inconsciente,
                                 mole não desperta.

O puder dos suspiros, lhe arrepia
A poderosa língua passa de fino a sua análise

Sobe, desce,
Desce e rodeia
Puxa-o pela boca a dentro

Quente e suculenta
Sufoca-lhe de prazer

No universo de chupar e lamber
No entrar e sair
os minutos tornam-se segundos

Num paraíso de loucura
Os dedos juntam-se à boca
 numa luta assassina de prazer

Duro e inconsciente o falo
 chora o leite da derrota/vitória

Suave desce pela garganta
 o sabor acre-doce do leite

Gulosa e generosa
 a boca divide com os lábios o leite
que é acariciado pela língua na barbela.

4 comentários:

  1. Encontrei minha alma gémea no reino do Eros.
    Ganhaste um leitor que viaja na imaginação e termina com um "inchaço" assim .I.

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    1. bem vindo a bordo num navio de sonhos e desejos que fazem parte dos nossos suspiros. obrigada pela preferencia.

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  2. Respostas
    1. seja ben-vindo também Nelson...deixe a tentação te guiar...

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