quinta-feira, 24 de maio de 2012

kel bu mel


Kel gosto doxi,
amargo,
viciante de kel mel branko,
ki kria na bus obus.
era kel mel
salgadu e doxi,
kim fitxa odju bu lansal na nha garganta,
é kel mel kim teni sodadi del.
é di kel mel k inda nha língua sta pidi e txora pa mas.
é di kel mel k di juelhu odju pa tetu kasa,
boka abertu bu largal la dentu.
é ku kel mel djuntadu na bexu,
kim kré rabola ku língua na kabesa bu biroti.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O cheiro da transa.

Não dormi ontem...
Não consegui acordar hoje.
O quarto era quente e sedoso.
No chão do meu quarto,
os meus passos eram sensuais e ferozes.
A minha pijama transladava o suor do teu falo,
ao meu fôlego o bafo ofegante dos teus beijos.
Cama desfeita,
lençol no chão transpirava a condom.
Entre os seios as minhas mãos,
nua vestida do ar,
pernas torcidas e boceta apertada,
gritava contra o colchão o grito ardente do gozo.
O transpirar ardente da minha libido exortava o meu ser.
O cheiro maluco da nossa transa consumia-me aos poucos.
No clarear do dia no escuro,
deambulei-me sobre teu esperma.

sábado, 12 de maio de 2012

Aquela rua


Foi naquela rua, onde te encontrei,
Reluziam teus olhos,
Agitei-me que fosse a fúria do meu atraso.

Foi naquela rua,
De roupão e saltos altos
te encontrei .

Foi naquela rua que,
Sob meu roupão negro
Rasgaste com os teus dentes,
A minha lingerie vermelha.

Foi naquela rua,
Sem falar,
 rasgaste as minhas meias negras
Com os teus suspiros.

Foi naquela rua,
onde atiraste pelo rio o meu roupão, e...
cobriste meu corpo com a tua língua.

Foi naquela rua,
Que senti, que meu corpo
Estava condenado a ser teu.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ao meio da madrugada,
de horizontes perdidos
pés falsos,
deambulava pelo corredor insólito.
Inocente sob o chuveiro matreiro,
a água consumia o íntimo do seu aljôvar.
incrédulo  e impotente,
entregou-se o mundo,
à língua do universo. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

dizem sentimentos

amaldiçoado sentimento,
submete-me ao masoquismo,
quando-lhe falha o sadismo.

já me enjoa esses sentimentos pejorativo's,
salteando em corações de limárias,
(que me perdoem as limárias tais comparações).

Encostada ao sarcasmo,
libertam sentimentos indesejáveis,
quando ultrapassa o instinto.

O ego trespassa o ser.
Como Xantipa liberto os delírios,
quando no caminho de ninguém cruzo com falsos instintos.