segunda-feira, 4 de junho de 2012

aos bacos

quando a solidão invade, o vinho acomoda
entre as magoas e os sonhos derrotados, o vinho acomoda
entre a esperança e o desespero, o vinho consola
entre o querer e o rejeitar, o vinho consola
entre o não importa e o importar, o vinho acolhe
entre um adeus e um goodbay, o vinho acompanha
entre o querer e medo de querer, o vinho acompanha
entre o medo de querer e não posso ficar, o vinho acompanha
entre o medo de perder e quero ficar mas não posso, o vinho fica
entre a puta que pariu dos covardes e os covardes fanfarrões, o vinho sempre vence

que se foda os fingidos caralhos,
ainda bem que os dedos conhecem as teclas....

1 comentário:

  1. Lendo o poema em cima,
    Escorre na minha garganta
    Lezíria,
    Não é frida,
    Muito menos fúria - alma.
    Alma, a alma, outra vez, alma.

    No fundo, quero dizer que tiro o chapéu para ti cumprimentar.

    Boa semana!

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