quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aquela fêmea mulher


Jeito mimada,
Jeitosa e destemida,
Olhos de águia, corpo de pêra.
Mexia tão bem aquela fêmea.
Cheia de luxuria,
a loucura enfeitiçava-a a cada gesto,
Corpo ao vento, enchia meus olhos,
Cheiro a Diesel, flutuava pelo meu nariz.
Aquela mimada e jeitosa criatura,
o embriaguez da sensualidade consumia meu ser,
De sangue ausente nas veias,
Coração salpicado,
Olhos reluzidos,
Deitei-a no meu leito.
Imóvel no leito, percorri cada canto da sua fortaleza.
A quentura feminina hipnotizava-me a cada toque.
No som do nosso respirar beijei-a.
Aqueles lábios sedosos e quentes,
comi-a cada milímetro do seu gosto.
No seu sussurrar, gritava paixão,
a indecisão do desejo atormenta-me.
Naquela manhã de ternura ejaculamos ao som dos nossos suspiros.

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