sábado, 2 de junho de 2012

O GOSTO

Luz apagada,
costas contra o chão,
pernas abertas,
entre o suor das ancas
o fôlego fulminante do seu bafo.

Entre os lábios da vulva,
chupava ferozmente o clítoris.
De língua como pénis,
metia vagina adentro.
O delírio dos gemidos daquela puta,
estremecia a escuridão.

Numa noite em que a vida
tornou-se o sexo,
no chupar do grelo,
e no meter da língua,
originou-se num fluído viciante.

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