queria ser
normal como qualquer um.
É um dos
meus maiores desejos.
As lâminas
das minhas facas já estão gastas
de tantas
facadas nas águas.
Como achar
estranho alguém ter medo de mim,
se até de
mim tenho medo?
Sinto-me no
sopro de uma flauta.
Como um
hiato do meu próprio ser,
ou simplesmente
uma nesga do meu destino.
Já não me é
estranho alguém achar me anormal,
Se constroem
várias imagens controversas de mim.
Não tenho
culpa.
Não sei até
que ponto posso justificar o imensurável,
nem apostar
nas apologias individuais.
A filosofia
desenfreada pessoal,
difere da
lógica absoluta.
Mas pronto!,
o justificado aposta no conhecimento absoluto.

À imagem espelha-se a água
ResponderEliminarNum espelho incolor
De uma alma ressequida
Que jaz nas pétalas de saudades
Levadas aos ventos
Que lambe a montanha.
Mesmo que gastas, ainda tens faca que podes usar para as mais diversas normalidades: é ilógico e frágil!