quarta-feira, 13 de junho de 2012

palavras silenciosas


Nos beijos matinais
queria ser normal como qualquer um.
É um dos meus maiores desejos.
As lâminas das minhas facas já estão gastas
de tantas facadas nas águas.
Como achar estranho alguém ter medo de mim,
se até de mim tenho medo?
Sinto-me no sopro de uma flauta.
Como um hiato do meu próprio ser,
ou simplesmente uma nesga do meu destino.
Já não me é estranho alguém achar me anormal,
Se constroem várias imagens controversas de mim.
Não tenho culpa.
Não sei até que ponto posso justificar o imensurável,
nem apostar nas apologias individuais.
A filosofia desenfreada pessoal,
difere da lógica absoluta.
Mas pronto!, o justificado aposta no conhecimento absoluto.

1 comentário:

  1. À imagem espelha-se a água
    Num espelho incolor
    De uma alma ressequida
    Que jaz nas pétalas de saudades
    Levadas aos ventos
    Que lambe a montanha.

    Mesmo que gastas, ainda tens faca que podes usar para as mais diversas normalidades: é ilógico e frágil!

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