sexta-feira, 27 de julho de 2012

Boceta


Fresca e azeda
no perfume das ruas de Paris
cheira a peixe.
Lavada à pouco, fresca ou azeda
é chupada.
Desprezada e amada
é comida.
Vive pela vida,
Vive pelo prazer.
Em cada canto abre-se
por quem passa
Em cada quarto entrega-se
a quem o quer.
Forte e fraca,
engole tudo o que vai à boca.
Prezada pelo pénis
honrada pelos homens.
Esta é a boceta afável e rude,
abre como uma flor
come como uma cadela.

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