terça-feira, 17 de dezembro de 2013

glu-glu



Agarras-me aqui
Bem aqui
Apalpas-me assim
Bem assim

Seguras-me a língua
Empresto-te o paladar
Dou-te a seiva
Embriaga em mim

Pedes-me os pedaços
Dou-te os caroços
Sacias-te em mim
Ando sóbria 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

silêncio



Caída na praia morta
Nua lambe as pálpebras que fecham
Perde-se a visão
Vela a pele
O gado que ao longe muge
Cai na devasta noite aguda,
fechado ao mungi.

Porém



Quando as folhas às avessas caem
O tronco entorse e agacha
A nuvem que cai e ao chão não chega
 Enrola e cobre o ardoso e duro tronco
Que racha e divide-se em liames

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MIMADOS




Esfregam, esfregam e esfregam
Amassam, amassam e amassam
Quando temos somos - O pénis
Chupam e puxam o caralho
A mão não trabalha
Apenas a boca apoia a língua que lambe

Quando não temos, aí sim,
Somos a vagina, a catota, a boceta
Metem o dedo esfregam e masturbam
Esfolham os lábios
Arregalam o clítoris
Mas não param

Quando cansam
Começa streptiss na TV
Agarrados no pau
Dão o cu ao povo
Tesos ansiosos assistimos
Sem percebemos que somos a pornografia do governo. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Espiral

A sala era enorme
 no canto isolado, um lingerie solitário
a cada passo o centro aumentava
o espiral do canto fundou o do meio


por ser grande,
obriguei meu macho a trazer uma amante para cama 
-  as almas dividiram -
as pétalas transformaram em frutos
os frutos em rosas
o jardim que já foi das abelhas passaram a ser dos morcegos.

No chão onde os órgãos embriagaram
a língua passou de rastos,
O que pela boca correu
foi amparada pela vinheta...
A torneira que esticado ficou, perdeu a partida 

100 nome

lansadu dentu nha ragás
bu alma bira strumo
karapatido na nha raiz.
Nha korpo é bu pardueru
Kada bes k'm xinti bu fôlgu, um pedra ta kai,
Si riba kutelu era kareka,
bentu Fogo dja lebaba nha spritu

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tua

Enquanto finjo ser teu Brasil
tomas-me como teu Vietename
mas com cintura de Paris
e lábios d'África

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

à trois

Amaço a cara dela com as nádegas
Geme por baixo –  não sei se é de dor ou de orgasmo
Não quero saber - A dor tesa me…
Quando o membro em frente estica
A cadela por baixo come
Arrepio e aleito

A noite morre
A lua acorda
Quando o falo jaz
Rabisco os lábios com esperma
Entre o chicote e o masoquismo faço que a puta lambe-me a boca

sábado, 31 de agosto de 2013

Despejo


Dormi solteira
Acordei viúva
Cheira a enxofre o colchão
A santidade das minhas coxas alcachofraram
Seria castigo se fosse religiosa
Como sou vadia, nem os demónios aguentam
O calor que inflamam as entranhas escaldante(s)...

Dois em um

O suor que caiu não chegou à banheira
Suadas as mãos, percorreu pelo oceano obscuro
O fio que correu sumiu com o fôlego
Chupou,  sorveu a milímetro os poros

Sem xinti djan kré
Sem kré djan xinti

Pulou os lábios
Ignorou a língua
Sumiu nos beijos

Mama rapia
Sentura kurva
Pé roda

 Alucinada a língua
Deslizou sobre a pele suada
Travou entre os seios
Apoiado nos lábios saboreou o que de bom tem os mamilos. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Na tarde

Vestida de gravata
sob o teclado dos dedos
servia como aperitivo a fogosa mousse,
regada de gozo, no chão da cozinha,
de escroto aos cachos
lambia a meada da sua bunda como um doentio mortal.

No sopro do vento as estações mudaram
o gosto dos favos rebolava entre os dentes
as bagas que cairiam sumiram pela barbela

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

insignificante

O coito interrompido pela garganta
Deixa o desejo por fazer
Seca o corpo, escasseia o falar

As santas pernas que abriram
Murcha a mata orvalhada
O mel que jorra pela levada – esvanece
O infausto cacho desfaz ao infeliz
O desgraçado burro que o carrega falta por merecer. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bordão

O morto órgão que transforma – enche a boca
a garganta aperta
o fôlego falha
a cachorra despe,
o caralho que mergulha 
penetra pela furna,
não incomoda mas molda
mosca o medo
chama a ânsia,
a porra que sai rebola sobre a língua
o que resta desce pelos vasos e alimenta a puta da krika,
balançado e esticado morre entre o chão e o colchão o malvado foda

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Venenosa

Grandes lábios
Prazeres mortais
Quebrei o segredo do nosso prazer
Quando mergulhei no vermelho dos teus lábios

Perdi-me na sedosa mata
Quando tiraste-me o guia.
Cega a língua guiou-me
Por entre as fendas vermelhas
Sugando o líquido viscoso,
Penetrando pelo escuro do labirinto
Chupei e suguei o suave veneno da loba

O bafo a esperma sugado pela garganta - leva ao alvo
A noção do quarto e da rua fundiram-se
E o desejo de comer e ser comida aumentou.