quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aquela



aquela mulher é doida doida,
porque enlouqueceu meu íntimo
balançou meu destino.

aquela mulher é louca louca,
deixa-me alienada.
quando anda abana o rabo
mas quem pula é meu coração.
ela sacode e rebola
mas quem treme são os meus lábios.
sou escrava do destino que construí,
 
 não vivo nem morro, simplesmente  sou escrava das sua ancas,
dos seus seios, dos seus lábio, do seu corpo,  da sua alma,
aquela louca, doida, enlouqueceu minhas trompas…

minha púrpura



se eu sabia (propósito) ao menos cantar
talvez escreveria uma música,
aquela música só tua,
aquela lá bem no fundo,
la no fundo, mas bem la no fundo
aquele fundo tão profundo
que só o fundo do teu coração a conseguia sentir
aquela música só tua e só para ti...
aquela música, sim aquela,  sabes  aquela!
espera aí... não! a música já és tu.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ai ai si bu bira


N'ta kria pa bu bira limo
Pam bira sapo
pam Komeu, mastigau
Divagar, divagar
xintiu riba kada 41 denti 
ti k’m ta xintiu lolu na nha piskos.

Nha petu é sima tanki bika
Ta dura k intxi
Mas oras k intxi mundu ta ruma…

terça-feira, 21 de maio de 2013

quando a minha boca
na tua cona mergulhar
até do meu nome esqueço-me.

X

O leve cu que levanta abana no aroma
o pau que o segura morre quando as mãos não batem
a mata da xana floresce aos suspiros
e os pinchos entrelaçam entre si.
Esta cama não foi feito para carinhos
quando os morcegos cruzam.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

inquietude


O leite que jorra,
nos lábios desliza.

Enquanto o gosto cheira,
o paladar consome.

O queijo salgado que se sente,
suaviza quando pela garganta penetra.

O inconsciente invade,
turvam-se os olhos
e a avida vulva arregala-se para o touro.