sexta-feira, 22 de novembro de 2013

silêncio



Caída na praia morta
Nua lambe as pálpebras que fecham
Perde-se a visão
Vela a pele
O gado que ao longe muge
Cai na devasta noite aguda,
fechado ao mungi.

Porém



Quando as folhas às avessas caem
O tronco entorse e agacha
A nuvem que cai e ao chão não chega
 Enrola e cobre o ardoso e duro tronco
Que racha e divide-se em liames

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MIMADOS




Esfregam, esfregam e esfregam
Amassam, amassam e amassam
Quando temos somos - O pénis
Chupam e puxam o caralho
A mão não trabalha
Apenas a boca apoia a língua que lambe

Quando não temos, aí sim,
Somos a vagina, a catota, a boceta
Metem o dedo esfregam e masturbam
Esfolham os lábios
Arregalam o clítoris
Mas não param

Quando cansam
Começa streptiss na TV
Agarrados no pau
Dão o cu ao povo
Tesos ansiosos assistimos
Sem percebemos que somos a pornografia do governo.