domingo, 5 de janeiro de 2014

Un rêve à Venise



Pernas nuas em minha cama
Imaginei a sublime da vizinha
Abria-a começava no dedinho
comia-a todos os sonhos.

Perdi os pés
A fúria guiou a praia
A tentação assomou à janela

As grossas pernas chamavam-me
Com os olhos à fome
morta em sedução corrompiam-me os nervos
Vadia de lábios aos pingos enferrujou-me a solidão

Dissoluta krika de avental
coxa de torneira
perdição cara

Cabra minha
Coisa nossa
Amuleto deles.

As águas que pariu no veludo rosa
quente jorraram no saco secreto.

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