terça-feira, 11 de março de 2014

Ao namorado



Enquanto o sol beija a janela
o ar húmido do aposento despe a pele morna que sustenta a alma
 
entrose, torce
culta, escuta
volta e… rola

O alarido do corpo expele o líquido que a culpa carrega
O cão que ao lado dorme não respira e nem move
Podiam as cadelas pernas abrissem
que o cheiro não passa pelas veias e nem levado pelo vento
Porque cão que rabo morde, osso não come.

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