domingo, 28 de dezembro de 2014

LB

Ensopada... a língua entra não penetra 
sai e fica à porta

O terreno invadido está imóvel
o sedoso inimigo funda e chove meteoros

O arrepio vendou os olhos
ao choque os lábios masturbam-se

A língua desprende perde os sentidos
é chupada pelo inferno tubo do bode

A chuva que rola em véu
é tragada pelo manto húmido 
que lambe e chupa o que de fora escorre

O beijo é o ponto final

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