Jeito mimada,
Olhos de
águia, corpo de pêra.
Mexia tão
bem aquela fêmea.
Cheia de
luxuria,
a loucura enfeitiçava-a a cada gesto,
Corpo ao
vento, enchia meus olhos,
Cheiro a
Diesel, flutuava pelo meu nariz.
Aquela mimada
e jeitosa criatura,
o embriaguez da
sensualidade consumia meu ser,
De sangue
ausente nas veias,
Coração salpicado,
Olhos reluzidos,
Deitei-a no
meu leito.
Imóvel no
leito, percorri cada canto da sua fortaleza.
A quentura
feminina hipnotizava-me a cada toque.
No som do
nosso respirar beijei-a.
Aqueles lábios
sedosos e quentes,
comi-a cada milímetro
do seu gosto.
No seu
sussurrar, gritava paixão,
a indecisão do
desejo atormenta-me.
Naquela manhã
de ternura ejaculamos ao som dos nossos suspiros.



















