sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imagino

Imagino teu beijo
quando vejo teus lábios.
excita-me aquele croissant
que molha quando fala
acende quando sorri.
Arrepio e fico soada.

o pensamento já não tolera tanta imaginação.
Imagino, Imagino e Imagino teus lábios
tua língua torsidu embrudjadu ku di meu ta fla mantenha.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Oculto

Sou aquela pequena folha,
escrita e rasgada
levada pelo vento
molhada por orvalho.

Sou aquelas palavras
escritas sem nexo
ocultas pelo abismo.
 aquelas palavras erradas
que ninguém quer ler,
esquecidas...
desfeitas pelas gotas.

Sou aquela folha que o lixo despreza,
o vento rasga
a solidão não quer.
Sou aquela folha rasgada,
desfeita aos pedaços
comida pelo peixe

Sou aquela folha sem era nem berra,
Porque sinto-me em casa no meio do nada.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aquela fêmea mulher


Jeito mimada,
Jeitosa e destemida,
Olhos de águia, corpo de pêra.
Mexia tão bem aquela fêmea.
Cheia de luxuria,
a loucura enfeitiçava-a a cada gesto,
Corpo ao vento, enchia meus olhos,
Cheiro a Diesel, flutuava pelo meu nariz.
Aquela mimada e jeitosa criatura,
o embriaguez da sensualidade consumia meu ser,
De sangue ausente nas veias,
Coração salpicado,
Olhos reluzidos,
Deitei-a no meu leito.
Imóvel no leito, percorri cada canto da sua fortaleza.
A quentura feminina hipnotizava-me a cada toque.
No som do nosso respirar beijei-a.
Aqueles lábios sedosos e quentes,
comi-a cada milímetro do seu gosto.
No seu sussurrar, gritava paixão,
a indecisão do desejo atormenta-me.
Naquela manhã de ternura ejaculamos ao som dos nossos suspiros.

palavras silenciosas


Nos beijos matinais
queria ser normal como qualquer um.
É um dos meus maiores desejos.
As lâminas das minhas facas já estão gastas
de tantas facadas nas águas.
Como achar estranho alguém ter medo de mim,
se até de mim tenho medo?
Sinto-me no sopro de uma flauta.
Como um hiato do meu próprio ser,
ou simplesmente uma nesga do meu destino.
Já não me é estranho alguém achar me anormal,
Se constroem várias imagens controversas de mim.
Não tenho culpa.
Não sei até que ponto posso justificar o imensurável,
nem apostar nas apologias individuais.
A filosofia desenfreada pessoal,
difere da lógica absoluta.
Mas pronto!, o justificado aposta no conhecimento absoluto.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aos três em nome da transa

De boca entre a sua vulva,
comia a sua catota de mansinho,
chupava-a ao som do seu gemido.
De mansinho sugava o gosto do seu clítoris,
enquanto o faminto negrão comia-me o rabo.
De língua aguçada subia e descia,
entrava e saía do meu teso ânus.
Num rolar e rebolar a posição mudou-se.
Sentada sob meus lábios,
de língua como pénis,
metia-a boceta adentro.
Gemia e rebolava sob meus lábios,
enquanto beijava o machão negro,
que matava-me a catota com o seu magarrofe.
Numa noite de feriado estávamos os três em nome da transa.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

aos bacos

quando a solidão invade, o vinho acomoda
entre as magoas e os sonhos derrotados, o vinho acomoda
entre a esperança e o desespero, o vinho consola
entre o querer e o rejeitar, o vinho consola
entre o não importa e o importar, o vinho acolhe
entre um adeus e um goodbay, o vinho acompanha
entre o querer e medo de querer, o vinho acompanha
entre o medo de querer e não posso ficar, o vinho acompanha
entre o medo de perder e quero ficar mas não posso, o vinho fica
entre a puta que pariu dos covardes e os covardes fanfarrões, o vinho sempre vence

que se foda os fingidos caralhos,
ainda bem que os dedos conhecem as teclas....

sábado, 2 de junho de 2012

O GOSTO

Luz apagada,
costas contra o chão,
pernas abertas,
entre o suor das ancas
o fôlego fulminante do seu bafo.

Entre os lábios da vulva,
chupava ferozmente o clítoris.
De língua como pénis,
metia vagina adentro.
O delírio dos gemidos daquela puta,
estremecia a escuridão.

Numa noite em que a vida
tornou-se o sexo,
no chupar do grelo,
e no meter da língua,
originou-se num fluído viciante.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

kel bu mel


Kel gosto doxi,
amargo,
viciante de kel mel branko,
ki kria na bus obus.
era kel mel
salgadu e doxi,
kim fitxa odju bu lansal na nha garganta,
é kel mel kim teni sodadi del.
é di kel mel k inda nha língua sta pidi e txora pa mas.
é di kel mel k di juelhu odju pa tetu kasa,
boka abertu bu largal la dentu.
é ku kel mel djuntadu na bexu,
kim kré rabola ku língua na kabesa bu biroti.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O cheiro da transa.

Não dormi ontem...
Não consegui acordar hoje.
O quarto era quente e sedoso.
No chão do meu quarto,
os meus passos eram sensuais e ferozes.
A minha pijama transladava o suor do teu falo,
ao meu fôlego o bafo ofegante dos teus beijos.
Cama desfeita,
lençol no chão transpirava a condom.
Entre os seios as minhas mãos,
nua vestida do ar,
pernas torcidas e boceta apertada,
gritava contra o colchão o grito ardente do gozo.
O transpirar ardente da minha libido exortava o meu ser.
O cheiro maluco da nossa transa consumia-me aos poucos.
No clarear do dia no escuro,
deambulei-me sobre teu esperma.

sábado, 12 de maio de 2012

Aquela rua


Foi naquela rua, onde te encontrei,
Reluziam teus olhos,
Agitei-me que fosse a fúria do meu atraso.

Foi naquela rua,
De roupão e saltos altos
te encontrei .

Foi naquela rua que,
Sob meu roupão negro
Rasgaste com os teus dentes,
A minha lingerie vermelha.

Foi naquela rua,
Sem falar,
 rasgaste as minhas meias negras
Com os teus suspiros.

Foi naquela rua,
onde atiraste pelo rio o meu roupão, e...
cobriste meu corpo com a tua língua.

Foi naquela rua,
Que senti, que meu corpo
Estava condenado a ser teu.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ao meio da madrugada,
de horizontes perdidos
pés falsos,
deambulava pelo corredor insólito.
Inocente sob o chuveiro matreiro,
a água consumia o íntimo do seu aljôvar.
incrédulo  e impotente,
entregou-se o mundo,
à língua do universo. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

dizem sentimentos

amaldiçoado sentimento,
submete-me ao masoquismo,
quando-lhe falha o sadismo.

já me enjoa esses sentimentos pejorativo's,
salteando em corações de limárias,
(que me perdoem as limárias tais comparações).

Encostada ao sarcasmo,
libertam sentimentos indesejáveis,
quando ultrapassa o instinto.

O ego trespassa o ser.
Como Xantipa liberto os delírios,
quando no caminho de ninguém cruzo com falsos instintos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

o suco doce-amargo


Sob a plenitude do seu véu,
Deambulava o diabólico corpo.
 
Vestida de vento
Coberto de ar,
Lambia seus dedos entre o nada.
O bum-bum do seu coração,
acompanhava,
o tic-tac da sua punheta.
Entre as escuridões da sua fantasia,
 viajava pelo infinito,
entre os mais sombrios dos seus pensamentos.
Entre os dedos comia a sua banana,
enquanto as cerejas deambulavam penduradas.
Num flip-flop dos seus dedos,
fabricou o suco doce-amargo das suas frutas.  

terça-feira, 27 de março de 2012

Dança I

Tresanda seu rabo ao vento quando passa

Era assim que rebolava aquela bruxa morena

Corpo de violão,

cor de chocolate,

cabelo de esfregão.

Rabo duro e sedutora,

mexia e provocava,

aquele chulo negro,

lindo de ovos moles e pénis duro.

Era aquela safada, mimada e gostosa mulata,

Paciência teve Deus quando a fez,

Furiosa esteve o Diabo quando implantou nela os desejos carnívoros.

Era assim o movimento daquela mulata linda de olhos de gata, espírito de vaca.

Hipnotizada, dançava e dava a sua bridja para aquele negro carvão.

Era assim que dançava aquela negra maluca.

domingo, 25 de março de 2012

dançar


É desse jeito que ele a apertava,
Suave e doloroso.
Como uma ninfa,
Olhos de coruja,
Jeito de serpente.
Ela movia calmamente
entre as suas mãos,
 Pés nas nuvens,
Olhos nos céus,
Coxas entre os dedos,
Ela rebolava calma e suave.
Movia e dava ao vento as nádegas.
Seu corpo transpirava luxúria.
Entre as suas coxas transladava sexo,
Puro e quente.
Balançava ferozmente os seus peitos.
Esqueceu-se do mundo,
Entregou-se ao inferno a sua fúria.
Era o jeito como ela dançava.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Despida e nua
lambia a escuridão da noite
hipnotizada pela sensualidade
cega entrega-se à calma brisa
Exibicionista e determinada
de tesão penetrando a carne
a lua comia-a com o seu sorriso assassino

Rasgando a noite com o seu gemido
no surdez do desejo
ejaculou no grito da madrugada

segunda-feira, 5 de março de 2012

FALO



De pouca beleza, machão diz que é.
Como gelatina estremece e não anda.
 
Vadios e embriagados, meus dedos o desafia
Viajando pelo universo inconsciente,
                                 mole não desperta.

O puder dos suspiros, lhe arrepia
A poderosa língua passa de fino a sua análise

Sobe, desce,
Desce e rodeia
Puxa-o pela boca a dentro

Quente e suculenta
Sufoca-lhe de prazer

No universo de chupar e lamber
No entrar e sair
os minutos tornam-se segundos

Num paraíso de loucura
Os dedos juntam-se à boca
 numa luta assassina de prazer

Duro e inconsciente o falo
 chora o leite da derrota/vitória

Suave desce pela garganta
 o sabor acre-doce do leite

Gulosa e generosa
 a boca divide com os lábios o leite
que é acariciado pela língua na barbela.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Nta kria pa bó era kasaku
Pa mi era boton
Pa bu raganha
Pam entra na bó
Pa nu taka na kumpanhero
K nem deluviu ka ta conseguiba podriseba nos

Mas infelismenti
bo é bó
mi é mi
Dos sentimentos
Dos padas di alguém
K forma um

Dos padas de alguém
Longe tão longe
K láguas ta forma na bu odju
Ta corri na nha rosto

Dos padas di alguém
Longe tão longe
Ki bu corpo ta sua
Ta pinga purfumo na di meu

Um purfumo
K ka rosa, ka jasmim, 
Ka lírio, ka tulipa, ka kanela
Um purfumo mas puro k agu na rubera
Sem txero, sem gosto
Um purfumo k é mi ku bo…

terça-feira, 29 de novembro de 2011


hoje acordei do teu lado no meu sonho
tive a oportunidade de beijar teus manhosos lábios
num sono profundo

tive a oportunidade de observar o teu sorriso maroto
quando os meus lábios tocara aos teus
estavas a sonhar ou á espera?

Fiquei sem saber… porque acabei por acordar.

MULHER


Corpo de violão, todos dizem


Concordo ou tenho que concordar?
Não sei, talvez!

Mas ela flutua no seu andar
Rebola no seu falar
Esbanja sedução ao deitar

Farta de desejos contra o peito
Num jeito jeitoso serve o que de melhor tem
A o que de melhor sabe provar

Ela é o que o mar rejeita, ajeita e respeita
Ela é o que os ventos sopram e seduz
Ela é o que o mundo condena, ama e quer

Num piscar de olhos conquista
Num mover dos cabelos faz-se amar
Num aceno convida
Num sorriso acolhe

Ela é o que me detesta e me quer
Ela é o que ajeita o fora baralho
Ela é o que geme quando quer
Suspira quando gosta
Grita quando adora

Ela é aquela que vestida de sensualidade despe a sedução
 ao encanto daquele que sabe o que é uma obra de arte

ela é aquela que é a MULHER