sexta-feira, 22 de novembro de 2013

silêncio



Caída na praia morta
Nua lambe as pálpebras que fecham
Perde-se a visão
Vela a pele
O gado que ao longe muge
Cai na devasta noite aguda,
fechado ao mungi.

Porém



Quando as folhas às avessas caem
O tronco entorse e agacha
A nuvem que cai e ao chão não chega
 Enrola e cobre o ardoso e duro tronco
Que racha e divide-se em liames

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MIMADOS




Esfregam, esfregam e esfregam
Amassam, amassam e amassam
Quando temos somos - O pénis
Chupam e puxam o caralho
A mão não trabalha
Apenas a boca apoia a língua que lambe

Quando não temos, aí sim,
Somos a vagina, a catota, a boceta
Metem o dedo esfregam e masturbam
Esfolham os lábios
Arregalam o clítoris
Mas não param

Quando cansam
Começa streptiss na TV
Agarrados no pau
Dão o cu ao povo
Tesos ansiosos assistimos
Sem percebemos que somos a pornografia do governo. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Espiral

A sala era enorme
 no canto isolado, um lingerie solitário
a cada passo o centro aumentava
o espiral do canto fundou o do meio


por ser grande,
obriguei meu macho a trazer uma amante para cama 
-  as almas dividiram -
as pétalas transformaram em frutos
os frutos em rosas
o jardim que já foi das abelhas passaram a ser dos morcegos.

No chão onde os órgãos embriagaram
a língua passou de rastos,
O que pela boca correu
foi amparada pela vinheta...
A torneira que esticado ficou, perdeu a partida 

100 nome

lansadu dentu nha ragás
bu alma bira strumo
karapatido na nha raiz.
Nha korpo é bu pardueru
Kada bes k'm xinti bu fôlgu, um pedra ta kai,
Si riba kutelu era kareka,
bentu Fogo dja lebaba nha spritu

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tua

Enquanto finjo ser teu Brasil
tomas-me como teu Vietename
mas com cintura de Paris
e lábios d'África

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

à trois

Amaço a cara dela com as nádegas
Geme por baixo –  não sei se é de dor ou de orgasmo
Não quero saber - A dor tesa me…
Quando o membro em frente estica
A cadela por baixo come
Arrepio e aleito

A noite morre
A lua acorda
Quando o falo jaz
Rabisco os lábios com esperma
Entre o chicote e o masoquismo faço que a puta lambe-me a boca

sábado, 31 de agosto de 2013

Despejo


Dormi solteira
Acordei viúva
Cheira a enxofre o colchão
A santidade das minhas coxas alcachofraram
Seria castigo se fosse religiosa
Como sou vadia, nem os demónios aguentam
O calor que inflamam as entranhas escaldante(s)...

Dois em um

O suor que caiu não chegou à banheira
Suadas as mãos, percorreu pelo oceano obscuro
O fio que correu sumiu com o fôlego
Chupou,  sorveu a milímetro os poros

Sem xinti djan kré
Sem kré djan xinti

Pulou os lábios
Ignorou a língua
Sumiu nos beijos

Mama rapia
Sentura kurva
Pé roda

 Alucinada a língua
Deslizou sobre a pele suada
Travou entre os seios
Apoiado nos lábios saboreou o que de bom tem os mamilos. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Na tarde

Vestida de gravata
sob o teclado dos dedos
servia como aperitivo a fogosa mousse,
regada de gozo, no chão da cozinha,
de escroto aos cachos
lambia a meada da sua bunda como um doentio mortal.

No sopro do vento as estações mudaram
o gosto dos favos rebolava entre os dentes
as bagas que cairiam sumiram pela barbela

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

insignificante

O coito interrompido pela garganta
Deixa o desejo por fazer
Seca o corpo, escasseia o falar

As santas pernas que abriram
Murcha a mata orvalhada
O mel que jorra pela levada – esvanece
O infausto cacho desfaz ao infeliz
O desgraçado burro que o carrega falta por merecer. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bordão

O morto órgão que transforma – enche a boca
a garganta aperta
o fôlego falha
a cachorra despe,
o caralho que mergulha 
penetra pela furna,
não incomoda mas molda
mosca o medo
chama a ânsia,
a porra que sai rebola sobre a língua
o que resta desce pelos vasos e alimenta a puta da krika,
balançado e esticado morre entre o chão e o colchão o malvado foda

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Venenosa

Grandes lábios
Prazeres mortais
Quebrei o segredo do nosso prazer
Quando mergulhei no vermelho dos teus lábios

Perdi-me na sedosa mata
Quando tiraste-me o guia.
Cega a língua guiou-me
Por entre as fendas vermelhas
Sugando o líquido viscoso,
Penetrando pelo escuro do labirinto
Chupei e suguei o suave veneno da loba

O bafo a esperma sugado pela garganta - leva ao alvo
A noção do quarto e da rua fundiram-se
E o desejo de comer e ser comida aumentou.

domingo, 4 de agosto de 2013

aquela

Sou aquela puta que entre teus favos suga o leite
entre teus seios segreda-te pleonasmo.
sou aquela puta curiosa virgem de tesão
aquela que carrega a curiosidade de ser saciada
aquela puta atrevida
aquela que a sociedade chama de puta
só porque escreve aquilo que a sociedade faz...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

talbes

Hoxi djam kria serba bu otu pé di sapatu
Kel pé ki ta fikau justu konta bu pé

Djam kria serba hoxi bu pijana
Pam podia fikaba na bu kodjon ti manxi

Djam kria hoxi simplismenti serba
Bu baxu skrava e bu riba limária

terça-feira, 23 de julho de 2013

palhaçada

sobre as areias da madrugada
desfolhaste os meus eu's
esqueceste dos teus tu's,
escovaste meus póros
engoliste minhas seivas

na praia pela madrugada
de tanto entregarmo-nos
esquecemos do nascer do sol

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Homem dos SÁBADOS



O Eros que aguenta os céus
às tardes dos sábados entra pelo meu quarto
se tivesse uma cama, deitaria nela,
mas como roubaram as molas do meu colchão
ele aconchega entre os meus seios

Os sábados estão a diminuir
e os domingos a apontar
o delírio das minhas coxas a aquecer,
apertarei os seios entre seus lábios
e abrirei os quadris ao seu pau…. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

irreconhecível


Sabes do que eu não sei
sentes o que eu não sinto,
porque:
desconheço o poder dos meus lábios
o cheiro do meu corpo
o gosto do meu sexo
o calor da chama quando inflamas em mim
enfim...
sabes de mim mas do que aquilo que eu sei de mim...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aquela



aquela mulher é doida doida,
porque enlouqueceu meu íntimo
balançou meu destino.

aquela mulher é louca louca,
deixa-me alienada.
quando anda abana o rabo
mas quem pula é meu coração.
ela sacode e rebola
mas quem treme são os meus lábios.
sou escrava do destino que construí,
 
 não vivo nem morro, simplesmente  sou escrava das sua ancas,
dos seus seios, dos seus lábio, do seu corpo,  da sua alma,
aquela louca, doida, enlouqueceu minhas trompas…