Enquanto o sol beija a janela
o ar húmido do aposento despe a pele morna que sustenta
a alma
entrose, torce
culta, escuta
volta e… rola
O alarido do corpo expele o líquido que a culpa carrega
O cão que ao lado dorme não respira e nem move
Podiam as cadelas pernas abrissem
que o cheiro não passa pelas veias e nem levado pelo
vento
Porque cão que rabo morde, osso não come.




