terça-feira, 8 de julho de 2014

Rascunho

Renunciei à virtude ao pisar teu leito
a falsa divindade que à devassa esconde, evapora-se

Quando teu pau pelo meu ânus escala
sinto a pureza da putaria escorrer-se,
as putas honradas agradecem,
grudada ao teu pau faço jus ao nome.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ontem

tua língua tinha um gosto
aquele gosto de querer partir e vontade de ficar,
ao não saber o que fazer
obriguei a minha a prender a tua ao paladar.






Um pontu

Dja dan vontadi di teni vontadi di kel vontadi
ki sodadi sopra
ki rikordason sukudi
Ki adiós kumpra
djam kria ao menus tinha tempu di skesseba di kel vontadi di tem sodade di bó
Mas kuse kim ta fazi si nem tempu di skesseu nka teni?!

Djan kria tinha kel vontadi di teni vontadi

sábado, 12 de abril de 2014



Troquei a vida pela paixão
Empurrei a alma nos degraus
Acolhi o sentimento
Embrulhei-me
Embarquei nas águas lunáticas
Tropecei ao subir
Acordei na mesma água
Ao tentar esquecer-te, lembrei-me de nós.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Traz



É pidi traz.../
 
É dal traz
É toma traz
É dal traz
É toma traz
É intregal traz
É lembi traz
É vinera traz
Frenti fitxa boka
Repirason bira dor
Traz abri
Mó mexi
Boka pupa
Korpu kenta
Pensamentu n’brudja
Mas… paké pensa oras k karalhu ta papia?

Cor minha



Atravessando fronteira
Não sabia que arma usava
Percorri o parque
Escutei o vento
O mar empurrou-me
A encosta amparou-me
Queria que fosses território meu
Por isso utilizei a língua púrpura

quinta-feira, 10 de abril de 2014

à minha



Senta-te aqui,
nos meus lábios
não preocupes,,, as luzes apagam-se
Entrega-me o que é meu
não esqueças de subir e descer
Assim: leve, suave, devagar e apertado
quero lamber ao milímetro

Segura as ancas        
entrega-me as coxas
que elas pertencem-me


sexta-feira, 28 de março de 2014

Mocho



a noite aproxima
a ansiedade chora
os mochos cochicham,
não demores...
                     - que...
meu marido levou minhas vestes
estou obrigada a ficar nua à tua espera,
o vento que atravessa o vale
jorra inveja e deixa-me fria

Não demores:..
                    desperdício meu..

terça-feira, 11 de março de 2014

Ao namorado



Enquanto o sol beija a janela
o ar húmido do aposento despe a pele morna que sustenta a alma
 
entrose, torce
culta, escuta
volta e… rola

O alarido do corpo expele o líquido que a culpa carrega
O cão que ao lado dorme não respira e nem move
Podiam as cadelas pernas abrissem
que o cheiro não passa pelas veias e nem levado pelo vento
Porque cão que rabo morde, osso não come.