domingo, 5 de janeiro de 2014

Un rêve à Venise



Pernas nuas em minha cama
Imaginei a sublime da vizinha
Abria-a começava no dedinho
comia-a todos os sonhos.

Perdi os pés
A fúria guiou a praia
A tentação assomou à janela

As grossas pernas chamavam-me
Com os olhos à fome
morta em sedução corrompiam-me os nervos
Vadia de lábios aos pingos enferrujou-me a solidão

Dissoluta krika de avental
coxa de torneira
perdição cara

Cabra minha
Coisa nossa
Amuleto deles.

As águas que pariu no veludo rosa
quente jorraram no saco secreto.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

glu-glu



Agarras-me aqui
Bem aqui
Apalpas-me assim
Bem assim

Seguras-me a língua
Empresto-te o paladar
Dou-te a seiva
Embriaga em mim

Pedes-me os pedaços
Dou-te os caroços
Sacias-te em mim
Ando sóbria 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

silêncio



Caída na praia morta
Nua lambe as pálpebras que fecham
Perde-se a visão
Vela a pele
O gado que ao longe muge
Cai na devasta noite aguda,
fechado ao mungi.

Porém



Quando as folhas às avessas caem
O tronco entorse e agacha
A nuvem que cai e ao chão não chega
 Enrola e cobre o ardoso e duro tronco
Que racha e divide-se em liames

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MIMADOS




Esfregam, esfregam e esfregam
Amassam, amassam e amassam
Quando temos somos - O pénis
Chupam e puxam o caralho
A mão não trabalha
Apenas a boca apoia a língua que lambe

Quando não temos, aí sim,
Somos a vagina, a catota, a boceta
Metem o dedo esfregam e masturbam
Esfolham os lábios
Arregalam o clítoris
Mas não param

Quando cansam
Começa streptiss na TV
Agarrados no pau
Dão o cu ao povo
Tesos ansiosos assistimos
Sem percebemos que somos a pornografia do governo. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Espiral

A sala era enorme
 no canto isolado, um lingerie solitário
a cada passo o centro aumentava
o espiral do canto fundou o do meio


por ser grande,
obriguei meu macho a trazer uma amante para cama 
-  as almas dividiram -
as pétalas transformaram em frutos
os frutos em rosas
o jardim que já foi das abelhas passaram a ser dos morcegos.

No chão onde os órgãos embriagaram
a língua passou de rastos,
O que pela boca correu
foi amparada pela vinheta...
A torneira que esticado ficou, perdeu a partida 

100 nome

lansadu dentu nha ragás
bu alma bira strumo
karapatido na nha raiz.
Nha korpo é bu pardueru
Kada bes k'm xinti bu fôlgu, um pedra ta kai,
Si riba kutelu era kareka,
bentu Fogo dja lebaba nha spritu