Imaginei a sublime da
vizinha
Abria-a começava no
dedinho
comia-a todos os sonhos.
Perdi os pés
A fúria guiou a praia
A tentação assomou à
janela
As grossas pernas
chamavam-me
Com os olhos à fome
morta em sedução
corrompiam-me os nervos
Vadia de lábios aos
pingos enferrujou-me a solidão
Dissoluta krika de
avental
coxa de torneira
perdição cara
Cabra minha
Coisa nossa
Amuleto deles.
As águas que pariu no
veludo rosa
quente jorraram no
saco secreto.






