sexta-feira, 11 de abril de 2014

Traz



É pidi traz.../
 
É dal traz
É toma traz
É dal traz
É toma traz
É intregal traz
É lembi traz
É vinera traz
Frenti fitxa boka
Repirason bira dor
Traz abri
Mó mexi
Boka pupa
Korpu kenta
Pensamentu n’brudja
Mas… paké pensa oras k karalhu ta papia?

Cor minha



Atravessando fronteira
Não sabia que arma usava
Percorri o parque
Escutei o vento
O mar empurrou-me
A encosta amparou-me
Queria que fosses território meu
Por isso utilizei a língua púrpura

quinta-feira, 10 de abril de 2014

à minha



Senta-te aqui,
nos meus lábios
não preocupes,,, as luzes apagam-se
Entrega-me o que é meu
não esqueças de subir e descer
Assim: leve, suave, devagar e apertado
quero lamber ao milímetro

Segura as ancas        
entrega-me as coxas
que elas pertencem-me


sexta-feira, 28 de março de 2014

Mocho



a noite aproxima
a ansiedade chora
os mochos cochicham,
não demores...
                     - que...
meu marido levou minhas vestes
estou obrigada a ficar nua à tua espera,
o vento que atravessa o vale
jorra inveja e deixa-me fria

Não demores:..
                    desperdício meu..

terça-feira, 11 de março de 2014

Ao namorado



Enquanto o sol beija a janela
o ar húmido do aposento despe a pele morna que sustenta a alma
 
entrose, torce
culta, escuta
volta e… rola

O alarido do corpo expele o líquido que a culpa carrega
O cão que ao lado dorme não respira e nem move
Podiam as cadelas pernas abrissem
que o cheiro não passa pelas veias e nem levado pelo vento
Porque cão que rabo morde, osso não come.

sábado, 8 de março de 2014

Deixa-me



Minha...
Deixa-me amar-te à flor da pele
Deixa-me alimentar desse cheiro que a lavanda banhou
Deixa tua alma morrer aos meus braços,
que o prelúdio da nossa história acabou de começar
Oiça em silêncio esse peito a cristal que construíste - Deixa-me

Deixa-me amar-te assim coisa minha,
nua, quente e fértil
serei o estrume da tua horta
Deixa-me amar-te assim, do suor à espuma
da espuma à toalha - Cálido
Deixa-me Afrodita minha.